Foucault, pour quoi et pour qui?

Anúncios

Atendimento de Estresse Pós Traumático Online

O estudo piloto que inspirou este post avaliou o uso de smartphones no cuidado de portadores de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A metodologia foi utilizada para casos com dificuldades de realizar psicoterapia pessoalmente por limitações geográficas.

A possibilidade de realizar esse tipo de atendimento on-line, bem como os resultados clínicos dessa modalidade de intervenção foram os alvos desse estudo. Como resultado  foi observada a redução de sintomas de Estresse Pós-Tramático (TEPT) nos pacientes que completaram o programa via teleconferência, embora com uma performance diferente dos tratamentos presenciais em termos de linguagem.

Outro estudo similar realizado em 2010, com veteranos de guerra portadores de  TEPT e tratados com prolongada exposição à terapia via Telessaúde, também ja demonstrava a redução de sintomas através desse tipo de intervenção. Além disso, problematizou essa modalidade de tratamento considerando a segurança do paciente.

De um jeito outro de outro parece que os recursos online tem sido cada vez mais usados como uma carta na manga importante no cuidado de certos grupos. Assim, há que se discutir e buscar evidências considerando tanto as habilidades de quem cuida com as necessidades de quem é cuidado.

Referências

Face-to-Face but not in the Same Place: Pilot Study of Prolonged Exposure Therapy. (2016)

A pilot study of prolonged exposure therapy for posttraumatic stress disorder delivered via telehealth technology. (2010)

 

coisa de homem? o que é?

O artigo relacionado abaixo foi escrito pela sexóloga Regina Moura.

resumo: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/942

artigo : https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/942/729

Ela problematiza a idealização da potência masculina e coloca questões importantes que diferenciam a ereção / ejaculação como uma bem executada manobra e desejo/orgasmo onde o prazer se conecta com aspectos emocionais.

Vale a pena ler!

Obrigada pela visita.

Avaliação e Políticas de informação em Saúde Mental

Nesta quinta-feira, dia 30 de junho, às 10:00 da manhã, a Rede Social Mental Health Innovation Network estará promovendo um debate sobre a produção de registros e informação em saúde mental no Brasil.

O formato é de Webinário e qualquer um pode se inscrever e enviar perguntas para as palestrantes.

Segue abaixo o link para inscrição e maiores detalhes!!!

Eu vou participar e você?

Ah será em espanhol. Enviem perguntas!!! Ë uma super oportunidade de movimentarmos essa importante discussão.

inscrição no WEBINAR

Obrigada!

 

Trabalho colaborativo e integrado: desafios que o NASF traz para o SUS

…uns pares de anos atrás, em um curso com um professor espanhol de Zaragoza, sobre, acho que, metodologia de pesquisa qualitativa, estávamos discutindo a portaria que criou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

A ideia ali era pensarmos juntos na proposta normativa que incluía na linguagem do SUS alguma coisa nova, começando pela inclusão da palavra-ideia: trabalho em colaboração.

Referência e contra-referência como modalidades de encaminhamento e de apoio na ligação entre diferentes níveis de atuação do sistema de saúde passaram a ser acompanhadas dessa nova referência.

Pois é, …

Naquela conversa que eu não me lembro quando e nem direito porque eu estava presente, esse professor que eu não me lembro o nome me fez uma pergunta que me motivou a fazer o doutorado:

Qual o impacto do NASF ( da inclusão de práticas colaborativas que integram diferentes profissões) no SUS que vinha sendo organizado por práticas de encaminhamento entre diferentes profissionais atuando em diferentes níveis de complexidade (e com muito pouca comunicação entre os mesmos)???

A pergunta é grande, mas é assim mesmo, e eu acho que ainda não consigo responder…enfim…

Desde aquele tempo muitas coisas se passaram… e os NASF cresceram em cobertura e em desenvolvimento de ações cada vez mais qualificadas.

Hoje, em razão de uma das disciplinas do tal doutorado tive que reler 2 importantes documentos de orientação para a prática das equipes dos novos, já nem tão novos, serviços NASF.

O Caderno de Atenção Básica (n.27), criado dois anos depois da portaria dá as diretrizes para a constituição e organizaçao das equipes e serviços NASF com o objetivo de apoiar e ampliar a capacidade da Atenção Primária Brasileira resolver problemas no território.

O segundo Caderno de Atenção Básica sobre o assunto ( n. 39), publicado em 2014, avança na discussão. Ele aponta ferramentas para a gestão e trabalho e descreve as linhas de ação do NASF com base em 3 pilares:

  1. retaguarda especializada
  2. clínico-assitencial
  3. técnico pedagógica

As ações tem seus referenciais conceituais alinhados com a atenção primária e visam, em tese, o cuidado continuado, longitudinal, próximo e integral.

De todo modo, através desses anos de estudo e experiência na área através da clínica, pesquisa e discussões técnicas é inegável que o impacto extrapola as organizações de saúde.

O modo NASF de ser parece que propõe uma discussão disciplinar gigantesca. Mudar é muito difícil, a bem pouco tempo a palavra colaborar não fazia parte do vocabulário da força de trabalho em saúde e integrar processos de cuidado é um desafio constante para gestores.

A figura que ilustra esse post talvez possa ajudar na compreensão e complexidade da proposta. Ela avalia considerando componentes diferentes a construção desse processo em um continuum, isto é, é preciso construir essa integração passo a passo tendo em conta as diferenças e necessidades comuns para o benefício dos usuários do sistema.

Obrigada pela visita!

Referências:

Cadernos de Atenção Básica, n. 27 (2010) Diretrizes do NASF: Núcleo de apoio a Saúde da Família

Cadernos de Atenção Básica, n. 39. (2014) NASF: ferramentas para gestão e trabalho

Collaborative Care: Models for Treatment of Patients with Complex Medical-Psychiatric Conditions