Dia Mundial da Saúde Mental

O Dia Mundial da Saúde Mental é comemorado no dia 10 de outubro.

No ano passado a campanha mundial teve como foco a ideia de DIGNIDADE em saúde mental. O objetivo foi de combater o estigma e alertar para a necessidade de cuidado ao sofrimento mental.

O alerta foi para a importancia de se reconhecer o sofrimento emocional ou mental, oferecendo proteção e esperança.

Vou compartilhar aqui alguns links úteis sobre essa campanha:

O primeiro é uma rede social onde se pode compartilhar experiências sobre o assunto e, embora seja em inglês, acho que vale uma visita tanto ao site quanto ao vídeo que promove a campanha:

http://worlddignityproject.com

 

Esse ano a campanha mantém a discussão sobre a Dignidade em Saúde Mental e promove a  sobre os primeiros cuidados psicológicos e em saúde mental em situações de crise.

Nos próximos posts vou compartilhar documentos referentes a campanha de 2016.

Obrigada pela visita!

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Na luta contra o estigma do sofrimento mental #WMHD2016

No ultimo mês o Dr. Gabriel Ivbijaro, presidente da Federação Mundial de Saúde Mental e líder do World Dignity Project escreveu dois artigos no http://www.huffingtonpost.com alertando sobre a luta contra o preconceito e estigmas relacionados à saúde mental. A chamada para escuta digna e respeito diante desse sofrimento é um alerta para a importância do cuidado em saúde mental.

A intolerância a este tipo de situação ainda causa, ele alerta, um tratamento com profunda falta de humanidade. Diante disso Ivbijaro convida a todos se tornarem embaixadores da dignidade lembrando que os sintomas de sofrimento não são uma barreira, mas sim as atitudes diante de um expressão de sofrimento psicológico ou mental.

Por isso, a campanha de 2016 do dia Mundial da Saúde Mental mantém o tema da dignidade enfocando sobre os primeiros cuidados psicológicos ou de saúde mental em situações de crise.

Ivbijaro nos lembra da disparidade de oferta de cuidado aos problemas físicos e mentais devido ao preconceito. Neste caso a campanha mundial reforça que atendimentos emergenciais em saúde mental podem ser fundamentais para que alguém em sofrimento se sinta menos vulnerável, amedrontado e seja aceito  socialmente com dignidade.

A partir dessas premissas em 2016 a campanha do dia Mundial de Saúde Mental tem produzido material educacional com exemplos de como proceder em casos de crise em diversas situações. ( veja o site: www.wfmh.org).

Obrigada pela leitura!

Referências:

Gabriel Ivbijaro

Making Psychological And Mental Health First Aid For All A Global Reality

Dignity In Mental Health Is Within Our Reach

DIGNITY IN MENTAL HEALTH PSYCHOLOGICAL & MENTAL HEALTH FIRST AID FOR ALL (recomendações para o cuidado emergencial de sofrimento psicológico ou mental)

Out of the Shadows: Making Mental Health a Global Development Priority ( vídeo onde a OMS discute a questão 1:36 min)

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Pesquisa sobre Psicologia e Saúde na formação do psicólogo

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulga mais um artigo publicado na edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, publicada recentemente na plataforma da SciELO. O texto desta semana é Psicologia e a Formação para a Saúde: Experiências Formativas e Transformações Curriculares em Debate. Toda semana, o Conselho publicará um artigo do periódico em seu site…

via Psicologia e a Formação para a Saúde é tema de artigo da Ciência e Profissão — CFP

Pokémon Go and the politics of digital gaming in public — Discover

“Airbnb owns no properties; Uber owns no cars; Pokémon Go is just some markers on a map. The politics is someone else’s problem.” A critique on Pokémon Go, the nonconsensual use of public and private space, and the flânerie of today’s augmented reality game players.

via Pokémon Go and the politics of digital gaming in public — Discover

Internet e Saúde: ciberespaSUS em foco

‪Ontem eu participei de uma aula aberta com o grupo de alunos do Curso de Especialização em Comunicação & Saúde do Icict/Fiocruz.

Bruna Castanheira, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade, da Fundação Getúlio Vargas e eu fomos lá conversar sobre Saúde e Internet.

A Bruna é advogada estuda e milita pelo avanço do Marco Civil como uma  importante regulamentação para o uso da informação e comunicação nas redes.

Eu, psicóloga, levei minhas experiências com educação permanente e à distância em saúde, bem como o uso das redes sociais como um espaço para informar, comunicar e refletir sobre essas práticas com base nas experiências dos trabalhadores do SUS.

A fim de trazer experiências concretas sobre o assunto compartilhei uma apresentação feita sobre educação em rede para integração da atenção primária e saúde mental.

Além da revisão de literatura, na primeira parte da apresentação usei como exemplos de prática 3 atividades virtuais com designs diferentes: o Telessaude, E-learning sobre Grupos na Atenção Primária e a Rede Social Comunidade de Práticas.

Na segunda parte apresentei um levantamento dos artigos escritos nos últimos dois anos com a temática da aula. A apresentação e as referências estão à disposição no link: Saúde e Internet apresentação.

A conversa com o grupo multidisciplinar trouxe a tona pontos de discussão como: as bolhas que a internet cria, os conceitos de privacidade e acesso à internet, bem como discussões em torno das comunicações em saúde on-line e o impacto disso na construção de ideias e conceitos relacionados ao SUS e a relação equipes de saúde-usuários.

Esse encontro foi um convite do ICICT para a retomada de uma discussão realizada  durante a IV Mostra Nacional de Experiências em Saúde da Família. Naquele momento em 2013 estavam também a Rede HumanizaSUS, a Comunidade de Práticas e outros parceiros como grupo da Wikipedia Brazil, vários blogueiros do SUS e pesquisadores do assunto.

Retomar essa conversa com trabalhadores da comunicação em saúde, um pouco mais de dois anos depois, me fez pensar na importância da saúde pública seguir os passos do Marco Civil para puder colocar em discussão as normas da comunicação em saúde on-line.

Aspectos éticos, estruturais e institucionais da saúde nos espaços virtuais precisa avançar na reflexão dos seus processos, assim como criar normas claras que circunscrevam e fundamentem suas ações de modo pelo menos um pouco mais claro e estruturado.

Felizmente, ontem, percebi que essa árdua tarefa conta com profissionais e pesquisadores que parecem querer levar isso a frente.

O encontro me fez me sentir motivada! Quero mais…

Foto do post foi tirada durante a IV Mostra, falta muita gente ai dentro dela, mas foi a que eu achei. 🙂

Vídeo sobre Neutralidade na Internet:

Pensando a Rede de Saúde Mental usando casos reais

Minha amiga e parceira de trabalho em pesquisa Alice Menezes me pediu pra ajudar a encontrar material de discussão sobre a Rede de Saúde Mental.

A partir das experiências que tive nos últimos anos como gestora, em atividades de educação permanente, clínica e pesquisa em processos de integração de trabalho não vejo melhor caminho do que usar a experiência de grupos de trabalho em saúde que lidam com as necessidades do público do SUS bem a leitura dos próprios usuários.

A fim de colaborar compartilho atividade realizada nas pós graduações onde tenho lecionado de gestão da Saúde da Família e na Residência Multiprofissional em saúde mental nos últimos meses.

Nessas atividades educacionais, inspirada na avaliação da integração da saúde mental e atenção primária em conclusão pelo meu trabalho de doutorado, desenvolvi um crivo com alguns componentes estudados como : acesso, porta de entrada, relação de confiança e problemas psicossociais para serem abordados considerando o lugar de profissional de saúde e a expectativa do usuário.

Cada um desses componentes foi visto em cada um desses casos reais compartilhados na Comunidade de Práticas da Atenção Básica e que foram produzidos para a IV Mostra Nacional de Experiências de Saúde da Família.

Através da atividade coletiva de trabalho linkada aqui ( clique no aqui :)), os casos abaixo foram analisados em grupo:

  1. Grupo de mulheres, Chá das superpoderosas
    https://novo.atencaobasica.org.br/relato/4239

2. Maternidade Assistida de pacientes com problemas graves de saúde mental https://novo.atencaobasica.org.br/relato/560

3. Atendimento conjunto de paciente vivendo em situação de isolamento Quando a compaixão supera o medo

https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2506

4. E Jornal Folha de Lírio espaço virtual criado por um usuário do CAPS. https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2380

A intenção da atividade é poder repensar a distância entre o jargões usados pelos trabalhadores de saúde e os seus sentidos, bem como indicar mais claramente e de que modo as diferenças entre as profissões e lugares institucionais envolvidos. Neste sentido a intenção é a de favorecer o alinhamento conceitual para funcionar em conjunto visando o benefício de quem usa a rede de cuidados em saúde.

Obrigada pela leitura! E espero que possa ser de bom proveito.

ps: gosto muito de usar essa figura pra pensar redes pois ela lembra que existem diferentes formas de se trabalhar o design institucional usando a mesma palavra. Por isso a importância de se entender de que rede se trata.

 

Entrevista Motivacional no Cuidado em Saúde

O artigo que motivou este post foi um estudo publicado na semana passada sobre essa técnica para atividade de educação permanente e interprofissional.

Trata-se de um estudo de 10 anos que verifica o quanto essa técnica, com metodologia simples e dialógica, pode facilitar as atuações entre profissionais no trabalho colaborativo, bem como entre profissionais de saúde e pacientes, empoderando, pactuando e valorizando as diferenças a fim de motivar ações em saúde.

O estudo ainda aponta um melhora na coordenação de ações entre multiprofissões para o trabalho em saúde.

No Brasil trata-se de uma técnica que se usa em diferentes ações de saúde mental e atenção primária com interesse na adesão de cuidados e da necessidade de mudança de comportamentos relacionados ao uso de medicações, uso abusivo de drogas, mudança de comportamento com possibilidade de recaída.

Encontrei dois vídeos em português que podem ajudar a quem tiver interesse em avançar na compreensão da técnica em questão:

O segundo video aponta os desafios da entrevista motivacional diante do paciente. O video é em português de Portugal e traz exemplos diferentes de abordagem de situações onde a intenção é a de motivar a reflexão para a introdução de comportamentos participativos:

Também fiz uma rápida busca em lingua estrangeira e achei um site interessante onde alguns profissionais com experiência nessa área falam de como vivem e pensam usando essa técnica de cuidado de um modo mais abrangente.

site: http://www.motivationalinterviewing.org

Obrigada pela leitura!

Referências:

Results From 10 Years of Interprofessional Training on Motivational Interviewing

A técnica da entrevista motivacional na adolescência

Revisão de literatura sobre a aplicação da entrevista motivacional breve em usuários nocivos e dependentes de álcool