Na luta contra o estigma do sofrimento mental #WMHD2016

No ultimo mês o Dr. Gabriel Ivbijaro, presidente da Federação Mundial de Saúde Mental e líder do World Dignity Project escreveu dois artigos no http://www.huffingtonpost.com alertando sobre a luta contra o preconceito e estigmas relacionados à saúde mental. A chamada para escuta digna e respeito diante desse sofrimento é um alerta para a importância do cuidado em saúde mental.

A intolerância a este tipo de situação ainda causa, ele alerta, um tratamento com profunda falta de humanidade. Diante disso Ivbijaro convida a todos se tornarem embaixadores da dignidade lembrando que os sintomas de sofrimento não são uma barreira, mas sim as atitudes diante de um expressão de sofrimento psicológico ou mental.

Por isso, a campanha de 2016 do dia Mundial da Saúde Mental mantém o tema da dignidade enfocando sobre os primeiros cuidados psicológicos ou de saúde mental em situações de crise.

Ivbijaro nos lembra da disparidade de oferta de cuidado aos problemas físicos e mentais devido ao preconceito. Neste caso a campanha mundial reforça que atendimentos emergenciais em saúde mental podem ser fundamentais para que alguém em sofrimento se sinta menos vulnerável, amedrontado e seja aceito  socialmente com dignidade.

A partir dessas premissas em 2016 a campanha do dia Mundial de Saúde Mental tem produzido material educacional com exemplos de como proceder em casos de crise em diversas situações. ( veja o site: www.wfmh.org).

Obrigada pela leitura!

Referências:

Gabriel Ivbijaro

Making Psychological And Mental Health First Aid For All A Global Reality

Dignity In Mental Health Is Within Our Reach

DIGNITY IN MENTAL HEALTH PSYCHOLOGICAL & MENTAL HEALTH FIRST AID FOR ALL (recomendações para o cuidado emergencial de sofrimento psicológico ou mental)

Out of the Shadows: Making Mental Health a Global Development Priority ( vídeo onde a OMS discute a questão 1:36 min)

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Publicado por

Karen Karenina

Psicóloga, especialista em Psicologia Oncológica- INCa, especialista em Psicologia Médica - UERJ, Mestre em Estudos Femininos- Paris8, Doutora em Ciências - Faculdade de Ciências Médicas-UERJ, Membro do Comitê Moviment for Global Mental Health/ MGMH

6 comentários em “Na luta contra o estigma do sofrimento mental #WMHD2016”

  1. Karen querida. Que reflexão interessante você nos traz nesse post. Há muitas informações sobre como proceder caso alguém sofra um infarto ou hipoglicemia, por exemplo, mas não se difundem informações sobre primeiros socorros relativos a saúde mental. Assunto caríssimo à humanização da saúde!
    Beijos,
    Débora

    Curtido por 1 pessoa

    1. Pois é Débora, acho que essa campanha alerta pra importância de como encaramos o ser humano em sofrimento, qualquer que seja a situação. Acho que quando a ideia de dignidade e a possibilidade de ser solidário ao sofrimento precisa ser explorada de forma urgente. O único exercício possível nesse caso é a gente tentar se colocar no lugar do outro…ainda bem que a perspectiva do cuidado e do direito a ele conta com gente como você. Super obrigada pelos comentários. bjo

      Curtido por 1 pessoa

  2. Oi Karen,

    Achei super importante a campanha disparando esse alerta sobre o sofrimento mental. Existe um preconceito muito forte sobre a doença o que termina prejudicando o tratamento. Tenho uma colega de trabalho que está passando por uma dificuldade muito grande com a filha que sofre de depressão e tem uma resistência muito forte em frequentar um CAPS, preocupada com o que os amigos e vizinhos vão pensar, Fortalecer a dignidade do sujeito, rompendo com o estigma de que o doente mental é um coitado e não merece confiança é urgente! Abraços!

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    1. Oi Emilia, super Obrigada pelo seu comentário. Espero que a filha da sua amiga consiga um tratamento cuidadoso e onde ela se sinta bem o mais breve possível. O estigma está por todo o lado e acaba muitas vezes culpabilizando a família também. Se existir essa possibilidade nesse caso talvez uma Visita domiciliar de um profissional do CAPS possa ser útil pra ela perceber que pode e merece ser cuidada. Embora o estigma seja o mesmo as necessidades de pacientes com depressão podem ser bem diferentes de pacientes com transtornos mentais maiores. beijos e volte sempre! Karen

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  3. Oi Karen,
    O transtorno mental por si só já é muito ruim, acompanhado pelo estigma só atrapalha nossas vidas não é mesmo? Precisamos de dignidade para sair dessa escuridão que assombra o sofrimento psíquico e encontrar a luz para um tratamento humano que amenize a dor.

    Beijo

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    1. Oi Rapha, super obrigada por colaborar com a conversa. Alias ontem tava dando aula no pinel pra residência multiprofissional e os alunos visitaram o seu relato na CdP e o Folha de Lirio tb. beijos saudosos pra você sua mãe e força na luta pela dignidade de ser de verdade quem podemos ser.

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