Depressão, bullying e suicídio: 13 REASONS WHY

 

 

 

 

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Adolescência, violência e depressão

Gosto muito de ler a revista científica Community Mental Health Journal. Na última saiu um estudo que me chamou a atenção considerando a construção e oferta de serviços de saúde mental atual. O nome é:

Longitudinal Trajectory of Adolescent Exposure to Community Violence and Depressive Symptoms Among Adolescents and Young Adults: Understanding the Effect of Mental Health Service Usage

Trata-se de uma pesquisa que diferencia a relação direta e indireta entre a experiência da violência na juventude e sua associação com problemas de saúde mental e o uso de serviços de saúde mental.

3 questões norteiam o estudo:

  1. se a vivencia de situações violentas se associa a sintomas depressivos;
  2. se a vivencia de situações violentas onde o adolescente é vitimizado se associa com o uso dos serviços de saúde mental
  3. se o papel dos serviços de saúde mental têm sido atenuar os sintomas provenientes dessas situações.

As repostas para essas perguntas foram:

  1. adolescentes que testemunham situações de violência tendem a apresentar sintomas depressivos na adolescência mais do que como jovens adultos;
  2. A exposição direta a violência na adolescência  não prediz sintomas depressivos nesta fase, mas os mesmos tendem a ocorrer na vida adulta;
  3. O uso de serviços de saúde mental pode ser protetor de sintomas depressivos para adolescentes que vivem em comunidades violentas.

Ainda não li o estudo todo! Ainda… ele não está disponível.

Mas achei que ele apresenta questões que podem ajudar a repensar soluções mágicas para problemas complexos.

Que é difícil ver com os olhos os resultados da aposta do cuidado em saúde mental nós já sabemos. De todo modo, a perspectiva do não fazer ou a de não olhar para a necessidade dos casos de crianças e jovens que hoje vivem em situação de vulnerabilidade psicossocial com a presença de violência pode ser considerada catastrófica.

Obrigada pela visita e boa leitura!

Karen

foto: http://www.ismai.pt/pt/PublishingImages/Imagens_Ext/Violencia_Adolescentes70928853.jpg?RenditionID=15

 

 

Eu escolhi você!

Os opostos se atraem? Sim não? Quando? Como as alianças invisíveis dos relacionamentos hoje se constroem fisicamente, quimicamente, racionalmente?

Como a atração entre duas pessoas acontece?

Em uma conversa de bar, nas festinhas de final de ano, um amigão cita com entusiasmo um artigo publicado na Nature sobre a influencia do HLA nas parcerias humanas e satisfação sexual. Neste, a ideia principal é a de que os opostos se atraem.

O estudo trazia um pouco mais do que isso… por exemplo: a importância do odor nessa busca instintiva, incluindo o desejo de procriar. É legal! Vale a pena ler e observar como a ciência pode ajudar na demonstração de que essa “história” é ainda um mistério.

Compartilhei aqui também outra referência que essa semana me botou pra pensar em “como”, “quando” e “por quê” se escolhe um par.

Clarice Falcão, que não é cientista, dá uma resposta engraçada. (se você for menor de 18 anos ou se incomodar em ver cenas de nu não clique no vídeo)

Resumindo, a conversa me levou da “origem” descrita nos textos bíblicos, incluindo de fotos que remetem ao paraíso e tentação ao proibido, aos tempos de youtube, redes sociais e escolhas feitas sem cheiro.

Feliz Natal e obrigada pela visita e leitura!

Karen

Referências:

Como o seu corpo escolhe o seu parceiro sexual sem que você perceba? BBC Brasil

Influence of HLA on human partnership and sexual satisfaction ( Nature, 2016)

Acumuladores Compulsivos

A apresentação compartilhada neste link é uma tradução adaptada das recomendações do Sistema de Saúde Britânico para lidar com situações de acúmulo compulsivo. Basta clicar:

cuidado-em-saude-mental-de-acumuladores-compulsivos

A foto que ilustra esse post é de uma matéria sobre como lidar com esse tipo de situação. Veja http://www.fasdapsicanalise.com.br/como-lidar-com-um-acumulador-possessivo-colecionador-de-lixo/

O artigo é muito legal e dá boas dicas de cuidado para essa situação

Além disso, inclui  aqui uma reportagem que entrevista famílias, vizinhos e acumuladores.

Obrigada pela leitura e visita!

Karen

Rio de Janeiro, Afeganistão e o cuidado afetivo de experiências traumáticas!

Esses dias…, (muitos dias) eu estava conversando com colegas sobre como podemos criar mecanismos para lidar com as situações de violência que atravessam o trabalho em saúde.

Ultimamente (cotidianamente, cronicamente, armadamente), no Rio, a população tem se visto de novo diante da intensificação de situações de guerra… que se misturam com situações de vulnerabilidade econômica e social.

O cenário atual da saúde por aqui conta com serviços inseridos nesses territórios atendendo a população que sofre com a violência armada.

Enquanto a sensação de impotência quase tomava conta da roda de conversa em grupo buscando criar ações para ao mesmo tempo proteger as equipes inseridas nesses espaços, bem como o seu mandato de cuidar da saúde de populações vulneráveis, eu me lembrei de um vídeo que eu tinha visto a um certo tempo no Tedtalks (meu vício).

Esse vídeo traz a experiência de uma psicóloga Junguiana que trabalhou em situação semelhante no Afeganistão. Ela conta como seu grupo estabeleceu conecções afetivas fortalecedoras considerando que a fala e a escuta de sobreviventes no Afeganistão, em situações bem parecidas com as que vivemos hoje aqui no Rio, podem ser cuidadas.

Vale a pena dar uma olhadinha no vídeo e também  cuidar disso…

obs: pra quem não estiver visualizando a legenda em português, dá pra selecionar ! é só clicar quadradinho do canto direito do vídeo.

Veja, ouça e comente.

Obrigada pela leitura!

Karen

Dia Mundial da Saúde Mental #WMHD

Hoje é dia mundial da saúde mental! Quem nunca sofreu, se sentiu angustiado ou teve medo?! A campanha é pela dignidade e equidade no cuidado. Não ao estigma e preconceito p.f.v.. Estresse, angústia, sentimentos sombrios podem acontecer com qualquer pessoa. A campanha é pela inclusão dessa escuta e acolhimento.

Leia o artigo escrito pelo presidente da Campanha:

http://www.huffingtonpost.com/entry/world-mental-health-day-monday-10th-october-2016_us_57fa5fa0e4b0d786aa52b5c6

 

Perceptions of health managers and professionals about mental health and primary care integration in Rio de Janeiro: a mixed methods study

Escrevi este artigo sobre a percepção dos profissionais e gestores de saúde sobre a integração entre saúde mental e atenção primária na cidade do Rio de Janeiro.

Trata-se de um estudo quali-quanti realizado no inicio do processo de implementação de práticas de trabalho colaborativas chamadas de matriciamento.

Segue o link

https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-016-1740-8

Obrigada pela visita!

Karen