Pensando a Rede de Saúde Mental usando casos reais

Minha amiga e parceira de trabalho em pesquisa Alice Menezes me pediu pra ajudar a encontrar material de discussão sobre a Rede de Saúde Mental.

A partir das experiências que tive nos últimos anos como gestora, em atividades de educação permanente, clínica e pesquisa em processos de integração de trabalho não vejo melhor caminho do que usar a experiência de grupos de trabalho em saúde que lidam com as necessidades do público do SUS bem a leitura dos próprios usuários.

A fim de colaborar compartilho atividade realizada nas pós graduações onde tenho lecionado de gestão da Saúde da Família e na Residência Multiprofissional em saúde mental nos últimos meses.

Nessas atividades educacionais, inspirada na avaliação da integração da saúde mental e atenção primária em conclusão pelo meu trabalho de doutorado, desenvolvi um crivo com alguns componentes estudados como : acesso, porta de entrada, relação de confiança e problemas psicossociais para serem abordados considerando o lugar de profissional de saúde e a expectativa do usuário.

Cada um desses componentes foi visto em cada um desses casos reais compartilhados na Comunidade de Práticas da Atenção Básica e que foram produzidos para a IV Mostra Nacional de Experiências de Saúde da Família.

Através da atividade coletiva de trabalho linkada aqui ( clique no aqui :)), os casos abaixo foram analisados em grupo:

  1. Grupo de mulheres, Chá das superpoderosas
    https://novo.atencaobasica.org.br/relato/4239

2. Maternidade Assistida de pacientes com problemas graves de saúde mental https://novo.atencaobasica.org.br/relato/560

3. Atendimento conjunto de paciente vivendo em situação de isolamento Quando a compaixão supera o medo

https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2506

4. E Jornal Folha de Lírio espaço virtual criado por um usuário do CAPS. https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2380

A intenção da atividade é poder repensar a distância entre o jargões usados pelos trabalhadores de saúde e os seus sentidos, bem como indicar mais claramente e de que modo as diferenças entre as profissões e lugares institucionais envolvidos. Neste sentido a intenção é a de favorecer o alinhamento conceitual para funcionar em conjunto visando o benefício de quem usa a rede de cuidados em saúde.

Obrigada pela leitura! E espero que possa ser de bom proveito.

ps: gosto muito de usar essa figura pra pensar redes pois ela lembra que existem diferentes formas de se trabalhar o design institucional usando a mesma palavra. Por isso a importância de se entender de que rede se trata.

 

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Como cuidar de populações vulneráveis com poucos recursos?

O link abaixo é de post publicado na Mental Health Innovation Network e que aborda essa questão.Making a difference in ressouce-limited settings foi escrito por pelo psicólogo canadense Sean Kidd.