Campanha Mundial de Prevenção do Suicídio #2016

A organização Mundial de Saúde estima que mais de  800,000 pessoas morrem de suicídio por ano. O que significa 1 pessoa a cada 40 segundos. O panorama revela que muitas pessoas vivem o luto por essa circunstância, assim como muitas lutam para controlar a ideação ou seus impulsos suicidas.

Além disso, studiosos do assunto consideram a situação possível de se prevenir em 85% das situações. E ainda nem sempre um suicídio bem sucedido é uma primeira tentativa.

Neste sentido a Associação Internacional de Prevenção do Suicídio vem trabalhando para a divulgação de ações baseadas em 3 aspectos :

CONECTAR : entendendo que as relações sociais e de afeto são protetoras essa ação sugere a troca mútua entre indivíduos, grupos e instituições para a construção de uma rede que favoreça o alerta da questão e o reconhecimento dos sinais que precedem o suicídio.  

COMUNICAR: o silêncio e a solidão normalmente estão relacionados com o suicídio. Discussões que promovam a reflexão sobre o assunto e o desenvolvimento de uma comunicação onde a compaixão e o cuidado emocional sejam parte o conteúdo tem sido uma das ações elencadas como eficazes para a prevenção do suicídio. 

CUIDAR: a referência ao cuidado aponta para a necessidade de planejamento e de políticas públicas que entendam a questão como algo a ser cuidado. Por exemplo: a educação para esse cuidado de profissionais em contato com populações vulneráveis é um aspecto estratégico para a prevenção.  

Além disso são sugeridas ações como passeios coletivos de bicicleta, bem como acender uma vela às 8 horas da noite para marcar o dia 10 de setembro. Veja abaixo as logomarcas das campanhas sugeridas:

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De todo modo, a questão do suicídio vai além da prevenção. Um grupo de problemas em torno do assunto a serem listados aqui têm sido estudados e discutidos como ações clínicas, institucionais e políticas relevantes quando se trata do tema. Entre eles estão:

  1. Grupos e comportamento suicida
  2. Cultura e comportamento suicida
  3. Emergência médica e comportamento suicida
  4. Prevenção da intenção de envenenamento
  5. Comportamento suicida na adolescencia
  6. Comportamento suicida na idade adulta
  7. Luto pelo suicídio
  8. Suicídio e Mídia

No Brasil,  o Centro de Valorização da Vida tem sido um instituição importante no alerta da questão e do cuidado disso. Por exemplo, está lançando junto ao facebook uma ferramenta de prevenção ao suicídio.

O que você pensa disso? Já teve alguma experiência relacionada?

Obrigada pela leitura!

Referências:

http://wspd.org.au

https://iasp.info/wspd/pdf/2016/2016_wspd_brochure.pdf

http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2014/06/campanha-que-reescreveu-cartas-de-suicidas-ganha-ouro-em-cannes.html ( a imagem da chamada fez parte de uma campanha premiada no Festival de Cannes em 2014. Leia a matéria)

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Procurando cuidado para a ansiedade na Internet?

O consumo de aplicativos para o tratamento da ansiedade na Internet parece que tem se intensificado.

Às vezes é mais fácil fazer a busca no Google do que conversar com alguém, seja por motivos relacionados ao estigma, dúvidas quanto ao que se deseja ou por proteção da  exposição de problemas. Também pode ser que  profissionais de saúde mental sejam considerados artigos de luxo.

As razões desta busca estão relacionadas a aspectos como acessibilidade, preço e anonimato.

Apesar disso e do desenvolvimento de estudos sobre a eficiência de aplicativos dessa linha, pouco se sabe ainda sobre a oferta pública desse tipo de cuidado na Internet.
O estudo recém publicado no Journal of Medical Internet Research sobre a busca de Intervenções online para a ansiedade faz um retrato desse tipo de oferta com base em indicadores como:
(1) as características do website quanto a credibilidade e acessibilidade;
(2) as características do programa de intervenção como seu foco, design, e modo de apresentação;
(3) os elementos terapêuticos empregados;
(4) e as evidências publicadas sobre a sua eficácia terapêutica.

O estudo apontou para um extensa variedade de programas predominantemente baseados em terapias cognitivas comportamentais para ansiedade, incluindo algumas especificidades associadas como estresse, raiva e depressão.

A maioria dos sites selecionados pelo estudo foram considerados credíveis e seguros. Também foi observada necessidade de registro e pagamento de taxas. E a metade dos programas oferecia um terapeuta ou profissional de apoio.

Os problemas apontados pelo estudo foram:
1. o consumidor sente dificuldade em identificar uma ferramenta de cuidado apropriada para o seu problema diante da diversidade de oferta.
2.o número limitado de estudos e evidências empíricas sobre a eficácia dessas atividades online dificultam ainda mais a busca.

Suas recomendações, e eu concordo, apontam para a necessidade de avaliação e monitoramento desses programas, bem como recomendações claras para profissionais e consumidores sobre as características, qualidade e acessibilidade da intervenção online.

O que você acha disso?
Já pensou em usar em buscar na internet algum tipo de cuidado para o seu sofrimento emocional?

Se por acaso pensar nisso ou precisar de algum apoio pela internet vale considerar os 4 indicadores usados pelo estudo. Eles podem ajudar na sua autoavaliação.

Além disso, se puder conversar com um profissional de saúde sobre o assunto tente esclarecer se o que você achou é adequado para cuidar do que você de fato precisa.

De todo modo, é observável nas redes sociais a profusão de discussões acerca do sofrimento emocional e a busca de soluções para o cuidado.

Neste caso, a busca do cuidado emocional através da internet é um assunto novo e parece que veio pra ficar!

O que a gente precisa, e eu falo enquanto profissional de saúde mental, é criar filtros e discussões online que possam apoiar as necessidades de quem prefere começar a ser cuidado em espaços virtuais!

Referência citada:
http://mental.jmir.org/article/viewFile/mental_v3i2e14/2

Como cuidar de populações vulneráveis com poucos recursos?

O link abaixo é de post publicado na Mental Health Innovation Network e que aborda essa questão.Making a difference in ressouce-limited settings foi escrito por pelo psicólogo canadense Sean Kidd.