Love yourself :) <3

Faz um par de semanas que eu não apareço por aqui. Não por falta de vontade, mas por excesso de preocupação com os rumos do que eu escrevo.

…às vezes isso acontece: a gente quer tanto que paralisa. Já viveu isso também?

Publicar aqui, além de dizer daquilo o que eu amo fazer como profissional de saúde mental e psicologia, que é cuidar, é também escrever: uma paixão que corre paralela a tudo o que eu faço.

Já tive vontade de escrever relatórios em forma de prosa, colar poesia com a metodologia científica de escritos baseados em evidências, e invertar palavras em cartas institucionais. Quem nunca, né?

Todo mundo que trabalha com saúde sabe como o nosso meio pode ser formal, quase rígido. A gente que cuida e lida com vidas parece que tem um pedaço de razão e outro de emoção costurada e que muitas das vezes fica pra depois, pois trabalhamos com evidências. De qualquer jeito a gente sabe, e não tem jeito: tá tudo misturado mesmo.

Nesse ponto eu tenho sorte, pois escolhi uma ciência e profissão que pula das ciências humanas pras ciências médicas muito facilmente: a minha doce psicologia. Amo essa ciência e a construção do seu conhecimento clínico acontece no encontro. Nada melhor do que ouvir a voz e a experiência de quem a gente cuida. Sim … sim… sim…a clínica supera tudo.

Ok! Pra quem já passou por aqui, preciso avisar que hoje eu to dando aqui no blog uma volta de 360 graus, já que os últimos posts trouxe muitas questões relacionadas ao estigma e cuidado em saúde mental considerando o ponto de vista da força de trabalho em saúde, tema central do meu doutorado. Me desculpem, sei que foi de repente!

Por outro lado, esse mesmo doutorado cresceu mesmo (de dentro de mim) foi quando ouvi a narrativa de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade com necessidades importantes e desenvolvendo criativamente modos de enfrentamento inesperados do sofrimento emocional.

Assim, nesse post, escrevo inspirada nessas pessoas e em uma moça de coragem que atendi(me encontrei) por esses dias. O encontro com ela me ajudou a retomar uma outra paixão antiga: pessoas que sobrevivem à experiência de doenças onco-hematológicas.

Trabalhar na clínica com oncologia e assim como com outras doenças crônicas também faz parte da minha história. São 13 anos de prática clínica, de muitas alegrias e de de grandiosos encontros onde as emoções se veem diante da perda da saúde (ou do que se acredita que ela deva ser) , mas nunca da esperança.

Motivada por isso tudo achei nas internet algumas coisas bem legais que vou compartilhar nos próximos posts sobre pessoas que vivem a experiência do transplante de medula óssea. Um tratamento com muitas nuances e que aos poucos vou contando o que é…(agora não dá, não quero complicar mais a vida do leitor :))

Assim, pra começar essa jornada sobre a experiência de portadores de câncer, compartilho a página do youtube de uma garotinha inglesa de 12 anos, portadora de cancer onco-hematológico, cheia de graça, senso de humor, esperança e vida.

Com vocês Evie:

Obrigada pela leitura!

Referências:

Canal da Evie no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj7Rg0VTc9GjT4QDznUrFoQ 

Imagem de abertura do post: http://www.scientific.com.br/wp-content/uploads/2012/10/heart_blood.jpg

 

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