Perceptions of health managers and professionals about mental health and primary care integration in Rio de Janeiro: a mixed methods study

Escrevi este artigo sobre a percepção dos profissionais e gestores de saúde sobre a integração entre saúde mental e atenção primária na cidade do Rio de Janeiro.

Trata-se de um estudo quali-quanti realizado no inicio do processo de implementação de práticas de trabalho colaborativas chamadas de matriciamento.

Segue o link

https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-016-1740-8

Obrigada pela visita!

Karen

Ações de cuidado emocional não são só do especialista!

Quando se fala em problemas psicológicos ou alguma situação de saúde mental é muito comum que a primeira ideia que venha a cabeça é a de procurar um especialista. Claro que isso pode ser importante e coerente com a necessidade. Entretanto também é possível observar que existe um espaço de tempo e de ações até que essa busca ocorra.

Os fatores são diversos:

  1. estigma do sofrimento mental
  2. desconhecimento de um profissional de confiança
  3. minimização dos sentimentos
  4. rotina complicada e que dificulta o acesso
  5. dificuldade de acesso seja no sistema público ou privado.

Por outro lado, é importante dizer que o cuidado emocional não é privilégio de especialistas. Ele ocorre nas relações familiares, cotidianas, entre amigos entre outros. Ele também pode ser realizado por profissionais de saúde que não sejam especialistas.

Separei quatro exemplos de cuidado onde não especialistas estão envolvidos no processo de cuidado. No site comunidade de práticas cujo cenário principal é a atenção básica, outros profissionais sensibilizados com os problemas comunitários de ordem psicossocial tem atuado nesse cuidado.

  1. Grupo de mulheres, Chá das superpoderosas

https://novo.atencaobasica.org.br/relato/4239

2. Maternidade Assistida de pacientes com problemas graves de saúde mental https://novo.atencaobasica.org.br/relato/560

3. Atendimento conjunto de paciente vivendo em situação de isolamento Quando a compaixão supera o medo https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2506

4. E Jornal Folha de Lírio espaço virtual criado por um usuário do CAPS. https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2380

Assim como os exemplos são diferentes também apontam para soluções distintas do cuidado emocional sem a presença exclusiva de um profissional de saúde mental.

O que você acha disso?

 

 

 

Manuais de Cuidados Colaborativos de Saúde Mental e Atenção Primária

Compartilho aqui algumas referências úteis para a integração da saúde mental e atenção primária. Destas, duas são referências em português e as outras duas são documentos internacionais considerados importantes nessa discussão tendo em vista a perspectiva da Saúde mental Global:

Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental

Cadernos de Atenção Básica Saúde Mental (CAB n 34)

Integração da Saúde Mental nos Cuidados Primários em Saúde (WHO/WONCA 2008)

Manual de Intervenções para transtornos mentais, neurológicos euso de álcool e drogas na rede de atenção básica à saúde. (WHO/2015)

Esses manuais tratam especificamente da integração de processos de trabalho em saúde.

O primeiro traz ferramentas de apoio para a prática de matriciamento no contexto brasileiro. O segundo aponta importantes referencias conceituais na organização do trabalho em saúde para a integração da saúde mental e atenção primária.

A primeira das referências internacionais descreve 8 experiências de integração em países com diferentes culturas e desenvolvimento econômico. Neste são apontadas metas para o desenvolvimento da saúde mental global. A segunda referencia é um guia prático para profissionais não especializados  cujo objetivo é dar apoio no diagnóstico e manejo de transtornos mentais.

Atenção todos são em Língua Portuguesa!