Ações de cuidado emocional não são só do especialista!

Quando se fala em problemas psicológicos ou alguma situação de saúde mental é muito comum que a primeira ideia que venha a cabeça é a de procurar um especialista. Claro que isso pode ser importante e coerente com a necessidade. Entretanto também é possível observar que existe um espaço de tempo e de ações até que essa busca ocorra.

Os fatores são diversos:

  1. estigma do sofrimento mental
  2. desconhecimento de um profissional de confiança
  3. minimização dos sentimentos
  4. rotina complicada e que dificulta o acesso
  5. dificuldade de acesso seja no sistema público ou privado.

Por outro lado, é importante dizer que o cuidado emocional não é privilégio de especialistas. Ele ocorre nas relações familiares, cotidianas, entre amigos entre outros. Ele também pode ser realizado por profissionais de saúde que não sejam especialistas.

Separei quatro exemplos de cuidado onde não especialistas estão envolvidos no processo de cuidado. No site comunidade de práticas cujo cenário principal é a atenção básica, outros profissionais sensibilizados com os problemas comunitários de ordem psicossocial tem atuado nesse cuidado.

  1. Grupo de mulheres, Chá das superpoderosas

https://novo.atencaobasica.org.br/relato/4239

2. Maternidade Assistida de pacientes com problemas graves de saúde mental https://novo.atencaobasica.org.br/relato/560

3. Atendimento conjunto de paciente vivendo em situação de isolamento Quando a compaixão supera o medo https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2506

4. E Jornal Folha de Lírio espaço virtual criado por um usuário do CAPS. https://novo.atencaobasica.org.br/relato/2380

Assim como os exemplos são diferentes também apontam para soluções distintas do cuidado emocional sem a presença exclusiva de um profissional de saúde mental.

O que você acha disso?