Rio de Janeiro, Afeganistão e o cuidado afetivo de experiências traumáticas!

Esses dias…, (muitos dias) eu estava conversando com colegas sobre como podemos criar mecanismos para lidar com as situações de violência que atravessam o trabalho em saúde.

Ultimamente (cotidianamente, cronicamente, armadamente), no Rio, a população tem se visto de novo diante da intensificação de situações de guerra… que se misturam com situações de vulnerabilidade econômica e social.

O cenário atual da saúde por aqui conta com serviços inseridos nesses territórios atendendo a população que sofre com a violência armada.

Enquanto a sensação de impotência quase tomava conta da roda de conversa em grupo buscando criar ações para ao mesmo tempo proteger as equipes inseridas nesses espaços, bem como o seu mandato de cuidar da saúde de populações vulneráveis, eu me lembrei de um vídeo que eu tinha visto a um certo tempo no Tedtalks (meu vício).

Esse vídeo traz a experiência de uma psicóloga Junguiana que trabalhou em situação semelhante no Afeganistão. Ela conta como seu grupo estabeleceu conecções afetivas fortalecedoras considerando que a fala e a escuta de sobreviventes no Afeganistão, em situações bem parecidas com as que vivemos hoje aqui no Rio, podem ser cuidadas.

Vale a pena dar uma olhadinha no vídeo e também  cuidar disso…

obs: pra quem não estiver visualizando a legenda em português, dá pra selecionar ! é só clicar quadradinho do canto direito do vídeo.

Veja, ouça e comente.

Obrigada pela leitura!

Karen

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Como cuidar de populações vulneráveis com poucos recursos?

O link abaixo é de post publicado na Mental Health Innovation Network e que aborda essa questão.Making a difference in ressouce-limited settings foi escrito por pelo psicólogo canadense Sean Kidd.